Inclusão e Mediação Escolar

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O princípio fundamental da escola inclusiva é o de que todas as crianças deveriam aprender juntas, independentemente de dificuldades ou diferenças que possam apresentar. As escolas inclusivas devem reconhecer e responder às diversas necessidades de seus alunos, acomodando estilos e ritmos diferentes de aprendizagem. Devem assegurar a todos uma educação de qualidade, por meio de currículo apropriado, modificações organizacionais, estratégias de ensino, uso de recursos e parcerias com a comunidade. Nas escolas inclusivas, as crianças com necessidades educacionais especiais devem receber qualquer apoio extra de que possam precisar, para que lhes seja assegurada uma educação efetiva (UNESCO, 1994 apud FERRAZ, 2010).

No âmbito escolar, a inclusão de crianças que apresentam necessidades educacionais especiais, como o autismo infantil, é realizada por um profissional da área de saúde ou educação (Fonoaudiólogos, Psicólogos, Terapeutas Ocupacionais, Psicopedagogos) que possuam  conhecimento sobre o desenvolvimento infantil em sua totalidade. Atualmente esse profissional é conhecido como Mediador Escolar. Como o próprio nome indica, esse profissional media e intervém em  situações sociais, comportamentais, linguísticas, cognitivas, pedagógicas e lúdicas que ocorrem dentro da rede de ensino regular a qual a criança está inserida, dando o suporte necessário ao aluno, mediando à aprendizagem e facilitando a inclusão no grupo através de estratégias e intervenções imediatas, dirigidas e diárias que favorecem o desenvolvimento da criança.

Incluir não é apenas inserir a criança no grupo.  Inclusão requer conhecimento teórico sobre a especificidade daquele indivíduo e depende de adaptações e de condições necessárias para favorecer o desenvolvimento e a aprendizagem do mesmo.

A inclusão de crianças autistas requer um cuidado constante em seu processo de aprendizagem. O mediador  precisa saber previamente o planejamento pedagógico para antecipar à criança o que vai acontecer no dia, adaptar as atividades se houver necessidade e poder lançar mão de recursos que facilitem sua compreensão. A rotina escolar, as regras e os combinados devem ser claros e cumpridos diariamente.

Portanto, segundo Ferreira e Guimarães (2003) apud Farias (2008) é necessário deixar de pensar a educação sob uma perspectiva simplista e reducionista, passando a compreendê-la sob uma ótica em que o acesso e a permanência na escola ocorram dentro de condições viáveis e satisfatórias para a educação e formação de todo e qualquer aluno, constituindo-se então em um direito espontâneo e natural, uma responsabilidade da sociedade, do Estado e de todo cidadão.

 

Fonte:

BOSA, C. A. Autismo: Intervenções psicoeducacionais. Rev Bras Psiquiatr. 28(Supl I): S47-53, 2006.

FARIAS, I. A; et al. Interação professor-aluno com autismo no contexto da educação inclusiva: análise do padrão de mediação do professor com base na teoria da Experiência de Aprendizagem Mediada (Mediated Learning Experience Theory). Rev. Bras. Educ. Espec. vol.14, n.3, Marília,  2008.

FERRAZ et al. Inclusão de crianças com síndrome de Down e paralisia Cerebral no ensino fundamental I: Comparação dos relatos de mães e professores. Rev. Bras. Ed. Esp., Marília, v.16, n.3, Set.-Dez., 2010.

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