O Autismo é um transtorno invasivo do desenvolvimento e seu quadro comportamental é composto basicamente de quatro manifestações:

  • Déficits qualitativos na interação social;
  • Déficits na comunicação;
  • Padrões de comportamento repetitivos e estereotipados;autismo2
  • Repertório restrito de interesses e atividades;

PEREIRA, et al 2008.

  • Somando-se aos sintomas principais, crianças  autistas frequentemente apresentam distúrbios comportamentais graves, como automutilação e agressividade em resposta às exigências do ambiente, além de sensibilidade anormal a estímulos sensoriais.

PEREIRA, et al 2008.

A última edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, chamado DSM-V, revisada em Maio de 2013, inclui algumas mudanças significativas para os critérios de diagnósticos para o autismo, agrupando várias doenças anteriormente separadas em um guarda-chuva. Se você ou seu filho estão no espectro do autismo ou você está no processo de ser diagnosticado, é importante entender essas mudanças no DSM-V.

NOVOS CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS PARA TRANSTORNOS DO ESPECTRO AUTISTA:

A nova revisão do DSM-V inclui uma definição diferente de TEA – Transtorno do Espectro Autista (ASD em inglês). Para ser diagnosticado com TEA, o indivíduo deve ter exibido sintomas que começam na infância precoce, e esses sintomas devem comprometer a capacidade do indivíduo em função da sua vida e do dia a dia.

DÉFICITS SOCIAIS E DE COMUNICAÇÃO:

A fim de receber um diagnóstico de Transtorno do Espectro do Autismo, uma pessoa deve ter os três seguintes déficits:

  • Problemas de interação social ou emocional alternativo – Pode-se incluir a dificuldade em estabelecer oautismo4u manter o vai e vem de conversas e interações, a incapacidade de iniciar uma interação, e problemas com a atenção compartilhada ou partilha de emoções e interesses com os outros.
  • Graves problemas para manter relações – Pode-se envolver uma completa falta de interesse em outras pessoas, dificuldades em jogar, fingir e em engajar-se em atividades sociais apropriadas à idade e problemas de adaptação a diferentes expectativas sociais.
  • Problemas de comunicação não-verbal – Pode-se incluir o contato anormal dos olhos, postura, expressões faciais, tom de voz e gestos, bem como a incapacidade de entender esses sinais não-verbais de outras pessoas.

COMPORTAMENTOS REPETITIVOS E RESTRITIVOS:

Além disso, o indivíduo deve apresentar pelo menos dois destes comportamentos:

  • Apego extremo a rotinas e padrões e resistência a mudanças nas rotinas
  • Fala ou movimentos repetitivos
  • Interesses intensos e restritivos
  • Dificuldade em integrar informação sensorial ou forte procura ou evitar comportamentos de estímulos sensoriais.

TRATAMENTO:

A causa do autismo permanece indefinida, pois se trata de um distúrbio complexo e heterogêneo com graus variados de severidade (LEVE, MODERADO, GRAVE). PEREIRA et al, 2008.

1 a 5 casos em cada 10.000 crianças, numa proporção de 2 a 3 homens para 1 mulher.

Observa-se assim uma predominância do sexo masculino.autismo3

ASSUMPÇÃO JR; PIMENTEL, 2000.

É importante estar consciente de que a maioria das crianças autistas não apresenta déficits em todas as áreas de desenvolvimento e que muitas possuem um ou mais comportamentos disfuncionais por breves períodos de tempo ou em situações específicas.

Outros aspectos importantes também devem ser considerados, tais como o funcionamento familiar, suporte social, etc.

Os pais, ao optarem por certo tipo de intervenção, precisam ter em mente que não há evidências de que um tratamento específico seja capaz de curar o autismo.

Tratamentos diferentes podem ter um impacto específico para cada criança. Esse impacto depende da idade, do grau de déficit cognitivo, da presença ou não de linguagem e da gravidade dos sintomas gerais da criança.

 

BOSA, 2006.